terça-feira, 21 de abril de 2015

O Povo precisa de novos Messias


Messias da apostasia, afastado do verdadeiro Cristo.
Contudo ele deveria parecer com a perversão vendida
Com ares de "Jesus Cristo", aparência já consumada, já assimilada
E eis que nos apresentam um Cristo mineiro, em túnica branca, barba e cabelos longos. Ostentando aparência e nobreza de um suposto Nazareno do povo.
Perversão como tantas, milenares mentiras que se contam.
E os "fatos concretos", não passam de "verdades forjadas", concreto é o que podemos testemunhar diretamente, nunca o que se conta, se fofoca ou o que lemos.
Assim como uma Princesa Izabel que "ama" os negros e supostamente intenta protege-los, eclipsando a luta do Guerreiro Zumbi. Os quilombos foram silenciados, e os palmares foram à palmatória do convencimento, a história convulsionada, recontada como se queira, privilegiando os cara pálidas e crucificando os verdadeiros heróis do Povo.
Teria um simples alferes, liderado coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores? Semi-alfabetizado Messias, ignorante dos reais planos do movimento? Compulsoriamente associado aos maçons, verdadeiramente cultos e envolvidos com a luta por justiça e equidade. Contestam historiadores que o suposto redentor do povo, fugiu ileso, e no seu lugar morreu um ladrão, pasmem carpinteiro, vendido pela própria família, para servir de mártir ao povo.
Traição armada - uma caricata Páscoa Tupiniquim. A mentira que criou o feriado de 21 de Abril. Com a proclamação da republica, necessitava-se de uma nova identidade nacional, eternizando-se um herói ao povo, Pensou-se em Marechal Deodoro, mas no fim, o escolhido foi Tiradentes, aquele que removia os dentes dos escravos negros sem anestesia (e muitos morreram em sua agonia), para as dentaduras da nobreza.
Empurraram goela abaixo do povo uma imagem "cristica" para Tiradentes, o que agradaria tanto a elite quanto ao povo.
Sua vida se resume a ser filho de fazendeiro, órfão de mãe aos nove anos, de pai aos onze, não concluiu o curso primário, foi morar com seu padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, que lhe transmitiu ensinamentos de medicina e odontologia. Sua habilidade em arrancar dentes estragados lhe conferiu o apelido afamado. Em 1780, tornou-se soldado e um ano depois promovido alferes, período em que se envolveu na Inconfidência Mineira, contra a Coroa Portuguesa, que explorava o ouro encontrado em Minas Gerais. Supostamente maçom iniciado pelo poeta e juiz Cruz e Silva, a quem teria salvado a vida, não se sabe como.
Não sou historiador, deixo a tarefa a quem é sabido do assunto, minha contribuição é partilhar minha reflexão de que a perversão cristã contamina tudo. Construir um Nazareno para o povo, e recontar a história como se queira e como convém, contemplando os interesses seculares de uma elite corrupta e manipuladora.
É uma Páscoa que não termina mesmo!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Primeiro fique sozinho


Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem -
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.


Osho

12 SINTOMAS DE UM POSSÍVEL DESPERTAR


1. Uma tendência crescente de deixar as coisas acontecerem ao invés de tentar controlá-las;
2. Ataques frequentes de alegria, sorrisos sem explicação e explosões de risos a qualquer momento;
3. Sensações de estar intimamente conectado aos outros e à natureza;
4. Episódios frequentes de apreciação e admiração com coisas simples;
5. Uma tendência de pensar e agir espontaneamente, no lugar do medo baseado na experiência passada;
6. Uma nítida habilidade de curtir cada momento;
7. Uma perda da habilidade de se preocupar;
8. Uma perda do desejo por conflito;
9. Uma perda de interesse por tomar as coisas como pessoais;
10. Uma perda de apetite em julgar o outro;
11. Uma perda de interesse em julgar a si mesmo;
12. Uma inclinação em dar sem esperar nada em troca.

J. Krishnamurti

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Re-novação

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida.
Um vôo de vida nova e feliz.


Autor desconhecido

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Gato e a Espiritualidade





Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. 


A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. 

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! 

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem." 

O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia-- caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali. Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta. 

No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos. "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final." 

Fonte: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman

terça-feira, 8 de abril de 2014

Filme: The Shift





Durante o período em que passamos na barriga de nossas mães, creio que ninguém se preocupava se haveriam nutrientes necessários, ou se existiria uma barriga que nos acolhesse e protegesse no dia seguinte. A natureza era generosa e certa. Ao olharmos uma criança em seus primeiros momentos de vida aqui na Terra, o medo da falta também parece inexistir. 
Num dado momento, com o processo da ilusão da separação dessa fonte criadora, da qual somos parte, assim como uma fatia de bolo é feita do mesmo bolo que o todo do qual foi separada, passamos a acreditar que Deus é algo que está fora, algo a ser buscado e perseguido, um ideal a ser conquistado, através de luta e sofrimento.




Nesta obra que  mescla documentário e ficção, Dr. Wayne explica com clareza reconfortante, nossa vã ilusão de separação. Trazendo a lembrança de que de fato somos parte de algo maior, recorda que podemos escolher sermos agidos por essa força tão maior que nosso enrijecido e amedrontado Ego, e assim, esvaziarmo-nos do controle, da ação ansiosa, tendo como termometro do quão alinhado estamos com essa sagrada fonte, o estado de plenitude, de vibração, de alegria ao servir ao outro, ao propósito maior da vida: o amor manifestado em ações. Disso vem a conclusão que tal sabedoria superior deseja atingir seus propósitos, e nós somos a ferramenta consciente de tal manifestação. A nós nada faltará para que possamos enfim cumprir nossa nobre missão.




Um filme inspirador, um bálsamo para aqueles que buscam a felicidade e a paz no coração.



Desfrutem!









sexta-feira, 28 de março de 2014

Yoga pelado: O passado contemporâneo


E agora chega a mais velha novidade: praticar Yoga despido. A “nova” febre vem timidamente invadindo as salas de Yoga. Mas seria isto de fato uma “novidade”?

Se considerarmos que o Hatha Yoga é uma modalidade espiritual e corpórea filha do Tantra, seu berço original, e considerando-se que o Tantra sempre foi compreendido como um viés filosófico, político, social, cultural e místico de contracultura, e ainda que seus devotos são adeptos da nudez como símbolo de desapego e liberalidade, não temos nenhuma novidade de fato.

Está na cultura do Tantra buscar a transcendência psíquica e espiritual através do corpo, de fato o objetivo maior do Tantra é a apropriação do Self por intermédio do corpo e das suas funções inconscientes ou vegetativas, já que o método tântrico objetiva integrar a mente de vigília ou consciente com a mente inconsciente em suas diferentes instâncias de manifestação e no complexo mundo onírico e arquetípico dos incontáveis fenômenos psíquicos e orgânicos.

A roupa é por si só o simbólico social que determina as diferenças e desigualdades sociais. Isto é indiscutível, a roupa é a sociedade, especificamente a sociedade falocêntrica, piramidal, machista e castradora.

Então parece-me óbvio que as roupas são simbólicos penetras na prática transcendente, ainda mais no Yoga, que afirmo, apoiado em elementos históricos e sociológicos, é tântrico, logo subversivo e polêmico por natureza. Manter as roupas é manter o discurso de marginalização e hierarquização social inerente à sociedade patriarcal e repressora.

Yogues e Yoguinis pelados compõem a iconografia tântrica indiscutivelmente, não raro teremos imagens de praticantes pelados ou com pequenas tangas e peles de animais (antílopes e tigres). Recordemos das Devi Dasis e dos Dakas e Dakinis.

Imaginem as deidades representadas no templo tântrico de Khajuraho com colãs e roupas fitness zen? Imaginem os Sadhus indianos com indumentárias de academias ou com uniformes destinados à prática do Yoga com o Omkara impressos nos tecidos? Não seria um despropósito cultural e filosófico?

Um asceta tantrika vestido tem algo de incoerente não?

Isto quer dizer que praticar yoga com roupas é equivocado? Não seria tão radical, é óbvio que a prática do Yoga foi incorporada em nossa sociedade moderna, e a mesma, reflete o discurso de castração e preconceito, de demonização do corpo e da nudez. Sem sombra de dúvida o Yoga sofreu e sofre uma descaracterização violenta (o que transformou a prática) poderia dizer que o Yoga foi “desalmado”, e quiçá fosse tão somente pela imposição das vestes na prática, mas é muito pior, o Yoga moderno afastou-se (tanto em teoria quanto em práxis) de suas origens e fatalmente perdeu o foco de seus objetivos que justamente nos falam de Kaivalyam, ou seja, isolar o indivíduo das influencias pestilentas sociais, que lhe privam da autonomia e de sua verdadeira natureza.

Ora, se o objetivo do Yoga é despertar, fortalecer e proteger a identidade pessoal, a natureza original do Ser, é claro que as roupas são contraditórias e opõem-se à natureza. No entanto, a adesão ao Yoga, não exige do sujeito que este se faça naturista compulsório, tão pouco que ele assuma um modelo de vida similar aos dos primeiros Yogues.

Contudo, se existir a possibilidade de realizar a prática do Yoga, de maneira coletiva ou pessoal (no conforto da privacidade), livre das amarras sociais impostas (não limitando-se às vestes), tanto melhor. As benesses são empíricas e observáveis à qualquer praticante que se permita experiência-las.

O corpo nu aplicando-se no Sadhana, conferirá uma maior oxigenação do corpo, maior liberdade de movimento, o fluxo do prana se faz mais eficiente e livre, e a subversão e desobediência social possibilitam estados de consciência diferenciados e até mesmo expandidos, pois o corpo foi tolhido em seus movimentos, e é isto o que justamente significa a palavra “Liberdade” em sua origem etimológica!

Enfim, Yoga pelado não é nenhuma novidade, não é coisa do futuro, mas justamente uma expressão mística e nostálgica da experiência primeira dos Yogues e Tantrikas do passado!

(...)

Yoga pelado ao ar livre, sob a luz do sol, em companhia de outros sadhakas e sadhikas, quem já vivenciou isto, sabe do valor da prática e dos benefícios que ela confere!

Sem desconsiderar que o despir que o Yoga oferece é bem mais profundo e sobremodo mais exigente!

Debaixo da roupa estamos e somos todos pelados!

Saúdo à todos os santos e santas vestidos de céu!

Reverências às imaculadas almas nuas!

Prema Seva!

Vida plena!

Texto de Vajrananda Sahaja Tantra Acharya (Diógenes Mira)