
Messias da apostasia, afastado do verdadeiro Cristo.
Contudo ele deveria parecer com a perversão vendida
Com ares de "Jesus Cristo", aparência já consumada, já assimilada
E eis que nos apresentam um Cristo mineiro, em túnica branca, barba e cabelos longos. Ostentando aparência e nobreza de um suposto Nazareno do povo.
Perversão como tantas, milenares mentiras que se contam.
E os "fatos concretos", não passam de "verdades forjadas", concreto é o que podemos testemunhar diretamente, nunca o que se conta, se fofoca ou o que lemos.
Assim como uma Princesa Izabel que "ama" os negros e supostamente intenta protege-los, eclipsando a luta do Guerreiro Zumbi. Os quilombos foram silenciados, e os palmares foram à palmatória do convencimento, a história convulsionada, recontada como se queira, privilegiando os cara pálidas e crucificando os verdadeiros heróis do Povo.
Teria um simples alferes, liderado coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores? Semi-alfabetizado Messias, ignorante dos reais planos do movimento? Compulsoriamente associado aos maçons, verdadeiramente cultos e envolvidos com a luta por justiça e equidade. Contestam historiadores que o suposto redentor do povo, fugiu ileso, e no seu lugar morreu um ladrão, pasmem carpinteiro, vendido pela própria família, para servir de mártir ao povo.
Traição armada - uma caricata Páscoa Tupiniquim. A mentira que criou o feriado de 21 de Abril. Com a proclamação da republica, necessitava-se de uma nova identidade nacional, eternizando-se um herói ao povo, Pensou-se em Marechal Deodoro, mas no fim, o escolhido foi Tiradentes, aquele que removia os dentes dos escravos negros sem anestesia (e muitos morreram em sua agonia), para as dentaduras da nobreza.
Empurraram goela abaixo do povo uma imagem "cristica" para Tiradentes, o que agradaria tanto a elite quanto ao povo.
Sua vida se resume a ser filho de fazendeiro, órfão de mãe aos nove anos, de pai aos onze, não concluiu o curso primário, foi morar com seu padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, que lhe transmitiu ensinamentos de medicina e odontologia. Sua habilidade em arrancar dentes estragados lhe conferiu o apelido afamado. Em 1780, tornou-se soldado e um ano depois promovido alferes, período em que se envolveu na Inconfidência Mineira, contra a Coroa Portuguesa, que explorava o ouro encontrado em Minas Gerais. Supostamente maçom iniciado pelo poeta e juiz Cruz e Silva, a quem teria salvado a vida, não se sabe como.
Não sou historiador, deixo a tarefa a quem é sabido do assunto, minha contribuição é partilhar minha reflexão de que a perversão cristã contamina tudo. Construir um Nazareno para o povo, e recontar a história como se queira e como convém, contemplando os interesses seculares de uma elite corrupta e manipuladora.
É uma Páscoa que não termina mesmo!
Texto de Vajrananda (Diógenes Mira)
O Povo precisa de novos Messias